Mariana e Brumadinho nunca mais!

A Associação Ferrofrente cobra normas rígidas para barragens. Em fevereiro de 2019, a Frente nacional pela volta das ferrovias – Ferrofrente, propôs um mandado de injunção para que o STF ordenasse a proibição definitiva de barragens a montante, e editasse regras básicas de segurança para que os crimes de Mariana e Brumadinho não voltassem a se repetir. A ação tem o número MI 7091, e atualmente está sendo analisada pelo Ministro Gilmar Mendes, que pediu vistas depois do voto do Ministro Roberto Barroso.

Para o presidente da Ferrofrente, José Manoel Ferreira Gonçalves, “em Brumadinho, trabalhadores ferroviários sofreram as consequências do desastre. Quem opera uma locomotiva tem que estar em condições de segurança no trabalho, e não podemos admitir que toneladas de lama sejam derramadas, causando danos ambientais permanentes e matando trabalhadores que não tiveram nem a condição de fugir para ser salvar, como foi a situação dos ferroviários e de muitos outros que ficaram sujeitos à falta de segurança do modelo ultrapassado de barragens.”

A Ferrofrente baseou-se nos parâmetros de barragens canadenses e chilenas, nesse último caso um país que está sujeito a terremotos, e, ainda assim, consegue impedir a ocorrência de desastres com barragens. O Congresso Nacional chegou a dar início às discussões sobre barragens, mas hoje Brumadinho já está esquecido pelos parlamentares.

Para José Manoel, “alguns parlamentares priorizam assuntos de irrelevância, como a prisão em segunda instância, picuinhas políticas, em vez de colocarem na ordem do dia a proteção à vida das populações que vivem próximas a barragens, e outros assuntos urgentes para o desenvolvimento nacional, como a defesa da causa ferroviária.”

*Nota da Assessoria de Imprensa da Ferrofrente.

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